Peugeot lança 207 Brasil. Mas eles estão matematicamente errados!

Written on 09:56 by Johanns Lopes

"Oh, o Peugeot 207 chegou ao Brasil! Lembro-me de como ele é lindo." - Diria uma pessoa que não acompanha as notícias sobre automóveis. Não seria 206,5? Eu lhe digo o porquê. O 207 europeu é muito diferente do 207 brasileiro. Além de mudanças no interior, a traseira é diferente. Agora a pergunta que não quer calar: Por que a Peugeot simplesmente reestilizou o 206 e o deixou como 207, em vez de fabricar o 207 original ou trazê-lo da Europa? Temos várias respostas, mas uma se destaca: economia. O Brasil é discriminado lá fora? A lista de carros que demoram para vir reestilizados é longa, e quando estes finalmente chegam, lá fora esta geração do veículo já está saindo de linha lá fora. Como eu disse, a lista é longa: Golf (chegou um modelo que não chega aos pés do europeu), Corolla (demorou, mas chegou), Fiesta (não teremos a nova versão), Focus, Corsa, entre outros.

Uau, um 207 igual ao europeu, aqui no Brasil!


Ahh, esta carroceria e traseira de novo?

Lendo uma matéria num site, observei o termo "207 Brasil". Até então, nunca observei um "207 França", "207 Alemanha", "207 Reino Unido"... Por que justamente o Brasil apareceu após o 207? Porque é diferente dos outros. Por que o Brasil não pode ficar com carros iguais aos outros países? Veja o exemplo do Corsa:


Este é o nosso Corsa, que está nesta geração há 6 anos, ou seja, desde 2002. Em 2000, está geração já era vista rodando na Europa. Agora veja o Corsa Europeu, que é vendido lá atualmente:


É questão de economia e lógica. Além de não quererem gastar o dobro em um projeto inovador (gastar no 207 tanto na Europa tanto no Brasil), eles fizeram uma jogada lógica. Com uma frente bonita (a frente em si é bonita, mas ficou desproporcional na carroceria do 206), eles atrairão mais clientes com um carro "totalmente novo", por um preço baixo. Se o 207 - vulgo 206,5 - chegasse aqui igual ao Europeu, iria custar mais e conseqüentemente perderia muitos clientes. Para evitar isso, as montadoras geralmente realizam dois atos: ou reestilizam o carro (como aconteceu com o Golf: uma imitação ruim do Golf europeu ou lançam um novo carro com alma velha, como aconteceu com o 207 (206,5).

Talvez, se as montadoras pensassem menos em dinheiro e mais em qualidade, não ocorreria estes fatos.

Nossa postagem fica por aqui, obrigado pela leitura!

Johanns Lopes.

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